Conheça os bairros do Artur, da Candi, da Carol e da Gabi

O Artur, a Candi, a Carol e a Gabi moram em pontos mega diferentes de Manhattan. Se você procurava por um site que fala sobre Nova York sob a ótica de um local, você se deu bem – no NYlikealocal, sempre rolam quatro opiniões e quatro histórias distintas. Aqui você acompanha todas as dicas dos New Yorkers que moram em Hell’s Kitchen, East Village, Gramercy Park e Battery Park City.

Qual o seu preferido?

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East Village

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Foto: Renata Borges

por Candice Carvalho

O East Village é como um segredo que Nova York guarda discretamente. Guarda do mesmo jeito que guardamos um novo amor: por um lado queremos mostrá-lo para todo mundo, por outro, queremos escondê-lo do mundo… Ah, o ciúme! Mas o certo é que sempre acabamos falando dele para os amigos, como se não houvesse nenhum outro assunto importante acontecendo no mundo. Então, vamos lá, falar do East Village.

Para ver o Village é preciso olhar com atenção. Nos anos 60, Talking Heads, de David Byrne, e Patti Smith ajudaram a tornar a casa noturna CBGB em um dos ícones da cena punk da cidade. Janis Joplin, The Who, Pink Floyd e Led Zeppelin, todos estes tocavam nos inferninhos da região. Andy Warhol era figura certa por aquelas ruas… Um dos seus estúdios era ali, reza lenda. Embora estes lugares já tenham fechado ou se transformado, não há dúvidas da imensa contribuição que tiveram para a cena cultural de Nova York e dos resquícios que deixaram até hoje na atmosfera daquelas ruas.

ST MARKS
Foto: Carol Matzenbacher

À primeira vista, a rua St. Marks por exemplo, pode parecer um tanto bagunçada e até feia, mas ali está uma das maiores diversidades gastronômicas que se pode imaginar na distância entre dois quarteirões  (entre terceira e segunda avenidas). O Mamouns, que na verdade está mais para boteco do que para restaurante, tem um dos melhores falafels da cidade – e custa apenas US$ 4.  Na mesma rua, tem o Ramen Burger, mais conhecido como o sanduíche de miojo, que custa US$ 8. Tudo muito simples e barato.  Um pouco mais sofisticado é o Pylos, um restaurante grego na rua 7.

O East Village é tão misturado que é indefinível. É o mistério desta beleza meio esquisita, desta que não sabemos explicar que o torna encantador… como aquele novo amor.


 Gramercy Park

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por Gabriele Branco

Ah, quantas vezes me peguei namorando a paisagem por detrás dos portões do Gramercy Park… Quem dera fosse eu uma das poucas privilegiadas guardiãs das chaves do único parque privado de Manhattan. A entrada é exclusiva para aqueles que moram exatamente na quadra que circundeia o reduto: para meu azar, já que moro a uma quadra da área verde. Mas ainda há esperanças: quem se hospeda no charmoso Gramercy Park Hotel tem, durante sua estadia, o direito de usufruir do parque mais exclusivo de Nova York (as diárias começam em US$ 300 em baixa temporada podendo mais que dobrar na Fashion Week, já que é endereço de muitas das festas do evento).

O bairro é considerado único em todo o país e já foi chamado de “um cavalheiro vitoriano que se recusa a morrer” pela jornalista Charlotte Devree. Sem mais delongas vamos aos meus favoritos da vizinhança calma que fica a poucos passos do Flatiron, Eataly e Madison Square Park: assim que me mudei, o Gramercy Bagels virou meu local de café da manhã favorito. Na esquina da 3rd Ave com a 20th, bagels de diversos sabores são servidos sem muita simpatia, mas com muito sabor. Experimente o cream cheese de vegetais. O rooftop do Gramercy Park Hotel é um dos mais concorridos brunchs no final de semana, assim como o Maialino, considerado um dos melhores restaurantes de Nova York.

Na Irving Place, uma das ruas mais lindas da cidade – na minha modesta opinião – fica o Dear Irving, um speakeasy (um daqueles bares escondidos) charmosíssimo no qual você toca a campainha pra pedir um drinque. Durante o dia, meu favorito da região é o Friend of a Farmer, um restaurante bem “da horta para a mesa” com opções deliciosas de saladas, pães e bolos. No brunch, não tem erro. Mesmo sem chave, quando estiver pela 20 e tantos com a 5th Ave, desvie sua rota para respirar o ar do Gramercy Park. Pelo menos uma boa foto do parque com o Chrysler Building de fundo, eu garanto, vai render.

No mapa, saiba onde encontrar todas as dicas deste post:


 Battery Park City

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Por Artur Gelumbauskas

Pra quem entra às 5h da manhã no trabalho durante o inverno e precisa de algum lugar aberto, prefiro o Battery Park City ao Financial District. E aí sempre vem alguém com “mas por quê? Não tem nada lá! É longe da agitação e só tem família!”

Pois é… Mas acontece que isso podia ser verdade até dois anos atrás. O Battery Park City é o bairro que mais se desenvolveu recentemente em Nova York e tenho várias razões para adorá-lo.

– A reinauguração do parque com novo layout;

– A abertura do primeiro porto da cidade, Pier A, como bar e restaurante que funciona todos os dias até as quatro horas da manhã;

– Construção de novos edifícios para compra ou aluguel;

– Abertura de novos bares e restaurantes;

– Abertura do novo shopping mall chamado Brookfield Place;

– O cinema mais moderno (e vazio!) de Nova York;

– Segurança reforçada principalmente por causa do novo complexo World Trade Center;

– Maioria das linhas de metrô passam e se conectam perto, deixando tudo por volta de 15-20 minutos de viagem;

– Extremamente mais limpo que o restante da cidade.

E como se não bastasse tudo isso, é lindo! 😀


 Hell’s Kitchen

Foto: Carol Matzenbacher

Por Carol Matzenbacher

Confesso que demorei bastante pra conhecer Hell’s Kitchen. Tudo bem, eu sei que, quando a gente entra na bolha de luzes do centro da cidade, é difícil desbravar o resto da região, principalmente quando a intimidade com Nova York é pouca.

Hell’s Kitchen é o centro óbvio e desconhecido da cidade. O bairro guarda mistérios até mesmo na origem do nome, que foi publicado pela primeira vez em 1981 pelo jornal The New York Times em um artigo criminal. Minha explicação favorita provém de um diálogo entre um policial veterano e seu assistente, que assistiam a um tumulto na região. O inferno seria um refresco quando comparado ao caos do bairro.

“Hell’s a mild climate. This is Hell’s Kitchen.”

Hell’s Kitchen é um dos bairros de maior diversidade da cidade. Lá você encontra um pouquinho de cada canto de Nova York e do mundo. A área tem muito das luzes de Midtown misturadas com a boemia dos Villages. Mas, falando em diversidade, não há região com tanta variedade quando o assunto é gastronomia.

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Pad Tai servido com camarões, ovo poché e amendoim em lascas no Obao.

Se você está na Times Square, venha comer em Hell’s Kitchen! Aqui vão as minhas dicas: no horário do almoço, durante a semana, vá ao Obao – o tailandês oferece pratos por US$ 9 e ainda acompanha entrada. À noite, a maioria dos pratos ainda custa US$ 12 – barato para um restaurante tão bacaninha. O Pad Thai deles é infalível. Para sobremesa, o meu vício é a Schmackary’s, uma loja de cookies onde é impossível escolher só um doce entre os 65 sabores rotativos que eles oferecem. Todos os dias, o menu muda – confira aqui. Meus favoritos? Sch’mores e Chocolate Explosion e Rocky Road. Em qualquer horário do dia, Rudy’s é o bar que você precisa conhecer. Todas as bebidas acompanham um cachorro quente de graça. Melhor do que a orferta, só a história do bar, que, reza a lenda, era frequentado por Al Capone durante a lei seca. O melhor brunch fica no 44&X, mas se você procura por um bom american breakfast com refil interminável de café, pegue uma mesa no Galaxy Diner. Passe o dia comendo em Hell’s Kitchen e me diga se é possível não se apaixonar pela região.

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