Pokémon Go: saiba mais sobre a mania que tomou conta de Nova York

As esculturas brancas em forma de leão que ficam na entrada do prédio ao lado do meu viraram uma PokéStop. É lá que eu e a minha vizinhança temos que ir pra conseguir nossas Pokébolas. Ah, mas se você quiser ir batalhar num ginásio, terá que caminhar até o Intrepid, na beira do Hudson.

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A PokéStop mais próxima da minha casa. Foto: Carol Matzenbacher

A brincadeira começou com o meu namorado apontando o celular para o meu quarto e dizendo: “olha, um rato!”. É bastante comum ter problemas com ratos nos apartamentos de Nova York. Mais comum ainda virou a febre do Pokémon Go, jogo para celulares com sistemas iOS e Android que revive os personagens do desenho japonês que marcou a década de 90, um dos temas mais comentados desde sua estreia no dia 5 deste mês.

Não estamos falando de um lançamento qualquer. Os números gerados em torno do jogo são expressivos – imagine, em poucos dias, o aplicativo já é mais usado do que o Facebook, mais popular do que o Whatsapp, o Instagram e até mesmo o Tinder entre os americanos. Em uma semana, o valor de mercado da Nintendo foi de US$ 19 bilhões a US$ 25,5 bilhões.

O Pokémon Go é um jogo que utiliza um mapa original da cidade como cenário e permite que usuários capturem Pokémons visitando lugares existentes no mundo real. Pelas lentes dos smartphones, é possível utilizar o recurso de Realidade Aumentada para ver Pokémons inseridos nas imagens que sua câmera capta.

Da noite para o dia, Nova York, uma das primeiras metrópoles a experimentar o jogo, virou maior do que as cidades de Pallet e Vermilion juntas. Quem passa pela Union Square não precisa mais do que alguns minutos para encontrar jogadores caminhando sozinhos com o celular erguido na altura dos olhos. A praça virou um campo de batalhas desde que acomodou um ginásio dentro do jogo. Em um mapa coletivo, usuários compartilham a localização dos ginásios em Nova York.

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The Guardian: jogares reunidos no Union Square Park. Foto: Justin Lane/EPA

O objetivo do jogo é capturar um total de 151 Pokémons, que são vistos em regiões e horários específicos – neste link, saiba onde encontrar as espécies raras. O Central Park virou um cenário perfeito para encontrar Pokémons selvagens. Já o icônico Empire State Building, segundo os usuários, é um ginásio circulado pela área onde se encontra o Meowth, famoso mascote da equipe Rocket. Enquanto o jogo causa polêmicas por usar o 9/11 Memorial como ponto para o jogo,  uma das melhores histórias de Pokémon Go aconteceu fora de Manhattan. No Queens, a freguesia da Línzio Pizza Bar aumentou em 75% com o jogo. O dono da pizzaria contou ao New York Post que pagou US$ 10 para deixar o seu restaurante em um módulo do jogo que atrai mais Pokémons pelas redondezas do estabelecimento.

Enquanto alguns jogadores encontram uma cafeteria ou um restaurante para jogar, a maioria dos treinadores caminha pelas ruas em busca de batalhas. Nessa brincadeira toda, alguns gráficos já mostram que os treinadores de Pokémon Go americanos estão se exercitando mais. A marca de pulseiras inteligentes JawBone abriu seus dados e mostrou que mais de 80% de seus usuários passaram a adicionar o comentário “Pokémon” em suas notificações de exercícios durante o final de semana em que o jogo foi lançado.

Quem quiser se aventurar à busca por Pókemons em Nova York, os treinadores da cidade já criaram uma agenda de eventos coletivos para este mês. Clique aqui para conferir.

 

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Carol Matzenbacher

Já morou em Indiana e Nova York, mas nunca perdeu o sotaque porto-alegrense e o bom humor. Em pouco mais de dois anos na cidade como jornalista freelancer, a Carol descobriu centenas de estranhos e desenvolveu mil e uma habilidades. Não necessariamente nessa ordem, ela é daquelas que produz, apura, filma, edita, desenha, anima e finaliza com uma pirueta tripla e um solo no violão. Você acompanha o trabalho dela por aqui, ou aos domingos, no programa Manhattan Connection.

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