Conheça os quatro arranha-céus favoritos dos nova-iorquinos

A skyline de Nova York é única, mas cada nova-iorquino tem o seu arranha-céu favorito. Nossos quatro locals elegeram o Empire State, o Top of the Rock, o One World Trade Center e o Chrysler Building. Qual o seu?

Chrysler Building

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por Carol Matzenbacher

As curvas do Chrysler Building fazem poesia no céu de Nova York. Sempre que vejo o prédio, de longe, me perco nos meus meus pensamentos para admirar as formas do edifício que parece carregar um diamante no telhado desenhado em Art Deco.

O prédio de 77 andares já foi o mais alto do mundo por 11 meses, até ser ultrapassado pelo Empire State Building, em 1931. Até hoje, o Chrysler guarda o curioso título de edifício de tijolos apoiados em aço mais alto do planeta.

É engraçado como os arranha-céus de Nova York fazem parte da vida de quem mora nesta cidade. Quando olho para o Empire State, sinto a presença de Nova York. Mas quando cruzo pelo Chrysler, não disfarço a alegria. Nossos encontros são sempre uma surpresa deliciosa.

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.One World Trade Center

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O reflexo do entardecer no complexo World Trade Center. Foto: Artur Gelumbauskas

Por Artur Gelumbauskas

Conhecido até 2009 como Freedom Tower ou “Torre da Liberdade”, o One WTC é o meu arranha-céu favorito por tudo o que representa. Um renascimento das cinzas, uma Fênix. Não o acho mais poético que o Chrysler, nem mais imponente que o Empire State, mas mesmo assim, é maior (não só em tamanho) que todos eles.

Quando me mudei para Nova York, o novo World Trade Center ainda estava em construção. E eu cresci na cidade junto com ele. Até então, esse lugar me dividia. Ah, como eu sentia falta de tudo o que ficou pra trás… Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que terminaram sua construção, decidi que Nova York era minha casa.

Mas no que isso afetou minha vida? Pessoas de companhias em que trabalhei morreram no incidente das torres gêmeas. Amigos bem próximos escaparam da tragédia correndo uma meia maratona pra se salvarem. Um deles ainda conta que, na época, tinha um preparo físico invejável e, ainda assim, uma mãe passou por ele com um bebê nos braços enquanto empurrava outro num carrinho.

Isso tudo pode ser sentido no ar que meus pais, pessoas extremamente simples que nunca haviam viajado pra fora até me visitarem, respiraram quando passaram pelo memorial e se emocionaram. Eu, com 16 anos, não entendi muito bem o que o 11 de Setembro representou. Dez anos mais velho, não imaginava que minha casa seria exatamente há uma quadra dessa história.

Eu sei que a vida não é feita de “e se”, mas eu poderia estar lá. Isso só mostra que o mundo é muito menor do que imaginamos e que devemos preservá-lo e nos preocupar com ele como um todo, não destruí-lo. O World Trade Center pode ter sido rebatizado, mas, pra mim, vai sempre ter esse significado de preservação, de renovação, de paz. Sempre vai ser a Torre da Liberdade.

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Empire State Building

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por Candice Carvalho

Esses dias sonhei que o mundo acabava – o mundo não, mas Nova York – e a única coisa que permanecia era o Empire State. No sonho estava ele lá, impassível como um gigante rei solitário frente a um reinado em ruínas.

O tempo trouxe outros gigantes e com ele, seus símbolos. O prédio mais alto das Américas representa o renascimento da cidade frente ao terror, como disse o Artur. Outros, são puramente demonstração de poder, como a torre residencial erguida perto do Central Park. Foi projetada para ser a mais alta do mundo. Sinceramente, não sei se ainda é. Não acompanhei a corrida de arranha-céus entre as cidades do mundo. Nestas horas, são como homens querendo medir o tamanho do pênis. Como se quem tivesse o maior vencesse a corrida.

Prova disso é: o Empire State já não é o maior, mas é o meu favorito. Por causa de King Kong, por causa de An Affair to Remember/Tarde Demais para Esquecer. Também porque pouca gente sabe que é possível ir ao observatório à meia-noite, quando quase todo mundo já foi embora. É o único lugar que se pode ver Manhattan de cima com a sensação de que não tem mais ninguém olhando.


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Top of the Rock

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Rockefeller Center. Foto: Amanda Motta.

por Gabriele Branco

Da primeira vez em que estive em Nova York, lembro da impressão causada pela praça rodeada por bandeiras de diversas nações. Quando olhei para cima, lá estava o mais alto prédio do Rockefeller Center, também famoso por sua pista de patinação e árvore de Natal, responsáveis por desacelerar os passos daqueles que passam pela quinta avenida no final do ano.

O nome do prédio, na verdade, é Comcast Building, o 30 Rockefeller Center, conhecido também como 30 Rock. Entre os 67º e 70º andares, está o observatório que garante uma vista indefectível do Central Park. Por isso, ao contrário dos outros, o Top of the Rock pede para ser visitado sob a luz do dia, para que o parque seja devidamente apreciado. Vá para curtir o pôr do sol e fazer o que o Empire State não permite: fotografar um dos prédios mais bonitos de Nova York, ele mesmo.

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NY Like a Local

Somos quatro brasileiros compartilhando a experiência de viver em Nova York. Todos os dias, descobrimos algo novo nesta cidade. Vamos ajudar você a não perder tempo com dicas furadas, para viver a cidade do jeito que ela deve ser. Como um local. Like a local!

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